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Crise do aço pressiona mercados e preços

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Crise do aço pressiona mercados e preços

Crise no aço resulta do excesso de produção da China e falta de procura a nívem mundial. 

Liga de ferro e carbono, o aço é essencial para tudo quanto nos rodeia – como aliás resulta de quase todos os recursos e elementos minerais e metálicos.

Crise do aço pressiona mercados e preços

Contudo o último relatório anual sobre o mercado do aço, produzido pela OCDE alerta que “A capacidade mundial de produção não parou de crescer enquanto a procura se contraiu, fazendo cair a taxa de utilização das capacidades muito abaixo dos níveis viáveis”.

Atualmente a produção é comandada pela China, responsável por mais de metade do aço mundial (52%). Uma das principais razões para tamanho resultado prende-se com os apoios públicos dados pelo governo à sua indústria e empresas. Algo que não acontece nos países internacionais. 

Estes subsídios, a que se juntam diminuição nos valores fiscais e taxas bancárias mais atrativas, por exemplo, levam a que os preços de venda do aço sejam, igualmente, baixos. O que traz consequências a nível de concorrência entre as empresas e distorção nos mercados.

Preocupante é também a queda na procura e aquisição. Material “indispensável para a quase totalidade das atividades industriais, para a construção ou para a produção de energia” (OCDE), está, contudo, condicionado aos movimentos geopolíticos que se fazem sentir, com franca redução na sua aplicação. 

Pilar da infraestrutural a nível global, a indústria do aço vê-se agora constrangida por preços e tarifas, mas também por uma maior pressão a nível da descarbonização – e pela transição para o “aço verde”.

Crédito de imagem: Internet; Elements; OCDE