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O lítio do Barroso e os projetos para Portugal são o tema do artigo de opinião de José Eduardo Carvalho, presidente da AIP

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O lítio do Barroso e os projetos para Portugal.

O lítio do Barroso e os projetos para Portugal são o tema do artigo de opinião de José Eduardo Carvalho, presidente da AIP à ECO.

Para o presidente da AIP – Associação Industrial Portuguesa, o país precisa de avançar com passo decisivo no que toca aos projetos de mineração. 

Primeiramente verifica que o projeto em destaque, Lítio do Barroso, tem tudo o que deveria ter para se tornar grande num país que precisa de mostrar a sua soberania e maior independência energética. A própria AIP visitou a região, a empresa (Savannah Resources) e conheceu a fundo o projeto e o seu Estudo de Impacto Ambiental. Um trabalho complexo, mas que conseguiu responder a todas as exigências e desafios. 

Atualmente, Portugal “apresenta uma gestão mineira das mais sofisticadas do mundo. A mina de Neves Corvo e a mina de Aljustrel são reconhecidas como sendo uma referência de boas práticas, cumprindo as exigências ambientais e regulamentares impostas pela União Europeia”.

Embora compreenda que possa haver contestação por alguns grupos ativistas, vê que estas ações sociais não podem ser os principais fatores para travar investimentos há muito necessários para o desenvolvimento de algumas regiões do país. Zonas essas, explica, que perderam não apenas poder de compra, mas claramente habitantes. Boticas é um desses casos, com um corte de 60% dos seus moradores – das 5000 pessoas que ainda resistem, apenas 1000 trabalham. 

Como tal, e contando com o nosso histórico mineiro, enraizado e cultural, é preciso mais do que atualmente está a ser feito – podem-se abrir concursos, mas é o próprio Estado quem condiciona os projetos, sabendo que desde a fase dos primeiros estudos, até à abertura de uma mina podem passar até quase 10 anos (numa média de 7). 

Uma visão que também toma variante política e que pode ser lida no anexo. 

Crédito de imagem: INTERNET