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Emanuel Proença destaca impacto regional da Mina do Barroso
Gestor do projeto Lítio do Barroso menciona não apenas os dados previstos de empregabilidade, bem como o desenvolvimento da região e os lucros que Portugal poderá ganhar.
Emanuel Proença não tem dúvidas quanto ao que de positivo o projeto do Lítio do Barroso pode trazer. Não apenas a Portugal, mas essencialmente à região.
Após a apresentação dos resultados do Estudo Definitico de Viabilidade, que indicam uma vida útil aos trabalhos para mais de 40 anos, o projeto ganha novo fôlego. Principamente no que toca ao desafio de procurar mais investidores.
Considerado pela União Europeia como um projeto promissor para a resolução do Ato das Matérias-Primas críticas, a mina do Barroso pode contribuir não apenas para a construção de baterias elétricas como também para alimentar a indústria tecnológica europeia.
Em entrevista à TSF Emanuel Proença, CEO do grupo Savannah Resources, refere ainda que tem ocorrido uma corrida de procura por trabalho, cujas vagas irão aumentar à medida que as diferentes fases do projeto avancem e evoluam.
Já em termos de lucros e ganhos nacionais, fala-se de aproximadamente 700 milhões de euros, através de impostos que serão do Estado.
São ainda referidas as diferentes infraestruturas necessárias para o apoio ao crescimento do projeto, desde linhas elétricas, acessos locais, ou telecomunicações. Emanuel esclarece também sobre este ponto: “A verdade é que o escrutínio que o projeto foi submetido ao longo destes últimos anos, dá também muitas garantias de que as coisas vão ser feitas agora com um nível de qualidade que não é aquele que existia em projetos mineiros há 50 ou 100 anos atrás (…) é um projeto de standart europeu, sujeito a enormes escrutínio ambiental e social e, portanto, feito com as melhores práticas.”, numa alusão direta à forte contestação contra a exploração mineira.
Enfantizando o impacto social, a Savannah Ressources celebrou mais de 10 Memorandos de Entendimento e outros acordos de cooperação com entidades locais, abrangendo áreas sociais, culturais, educativas e económicas e já rinha avisado em comunicado, a intenção de criar uma Fundação para permitir desenvolver iniciativas de interesse comunitário e reforçar o apoio ao desenvolvimento regional de longo prazo. Uma resposta da comunidade que mostra agora maior confiança em todo o processo.
Atualmente com 4 mil acionistas em Bolsa, e parcerias com várias empresas, o projeto de lítio torna-se um forte candidato a concorrer no mercado contra outros produtores e empresas. Além de que já conta com o apoio da AICEP, num valor de 110 milhões de euros.
Questionado também sobre os impactos ambientais do projeto, justifica que a empresa e colaboradores estão “cientes da responsabilidade que temos, cientes do que temos de fazer para que os impactos positivos sejam maximizados e os negativos sejam minorados e é isso que estaremos cá para fazer”, acresentando “temos também a sorte e a responsabilidade de implementar um projeto que, apesar dessas sortes de partida, trabalha muito bem tanto as componentes de água como as componentes de terra, a componente de reabilitação ao longo da execução do projeto. Vamos estar a reencher algumas das cortas e a reflorestar por cima, para compensaras áreas que trabalhamos.”
Crédito de imagem: (Mina do Barroso) | INTERNET