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Estudo da NOVA SBE aponta peso do setor da pedra
As conclusões desta análise apontam para uma contribuição de 1.29% no PIB, com receita de 974 milhões de euros. O impacto económico vai além da atividade direta das empresas.
Apresentado durante o Portugal By Stone Summit, evento promovido pela ASSIMAGRA, o estudo resultante da parceria feita com a NOVA SBE aponta a importância do setor dos recusos minerais para a economia nacional.
Com impacto económico que vai além dos 3 mil milhões de euros (3.735 milhões), a atividade da indústria da pedra permite também a existência de 73800 postos de trabalho. Contudo, os ganhos não seguem apenas para o “Estado”. A nível municipal, com a nova legislação, existe agora uma transferência do valor ganho, para as regiões de extração.
Para Miguel Goulão, presidente da ASSIMAGRA, esta análise não é totalmente inesperada. Ainda assim o gestor refere os desafios que atualmente são sentidos. Nomeadamente no que toca aos países importadores da matéria-prima portuguesa, localizados sobretudo no Médio Oriente. Outro dos problemas são os atuais custos de transporte associados à escalada de preços nos combustíveis. Ainda assim as empresas conseguem encontrar alternativas para o envio e transporte das encomendas.
Com esta situação, a indústria nacional procura novos mercados. Nomedamente com a Índia, ou com os países abrangidos pelo Mercosul. Mas a nível logístico, os preços apresentam-se muitíssimo mais elevados do que para os destinos “tradicionais”. No exemplo dado, “o frete de um contentor com destino ao Golfo, que custava cerca de 1.600 dólares, triplicou de preço no transporte por mar e chega aos dez mil dólares quando tem de completar o percurso por terra.”
Por outro lado, Portugal apresenta-se como um país estratégico no que toca ao fornecimento de algumas das matérias-primas consideradas mais críticas: lítio, tungsténio (ou volfrâmio) e cobre, são alguns dos elementos mais procurados e não apenas para a transição energética. Sistemas aeroespaciais e aplicações militares são algumas das atuais fileiras que necessitam destes materiais. Contudo, há que haver bom senso e transparência nos processos, nomeadamente nas diretivas e metas ambientais, e na comunicação essencial com as comunidades envolvidas – um dos grandes desafios após décadas de erros sociais.
Por último a ASSIMAGRA defende que “a Estratégia Nacional para os Re-
cursos Geológicos 2035 se traduza num instrumento operacional, com prioridades, calendário e responsabilidades definido”.
Crédito de imagem: Nélson Cristo | ASSIMAGRA