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Indústria extrativa e mineira e o potencial de Portugal em foco
Numa entrevista sem preconceitos ao jornal EXPRESSO, Miguel Goulão, presidente da Associação Portuguesa da Indústria dos Recursos Minerais (ASSIMAGRA) alerta para as consequência na perda de investimentos nos projetos de mineração em Portugal.
Afirmando que é necessário “criar uma reserva geológica nacional”, o gestor menciona também que o principal entrave, mais do que a constetação, muitas vezes infundada de determinadas vozes e grupos, prende-se com a real falha de apoio ao nível político.
“Só conseguimos ter toda a cadeia de valor seriamente trabalhada se o setor estiver na Economia”, explica, acrescentando que “a indústria extrativa está no Ambiente e é difícil agilizar processos”.
Por outro lado, Portugal sofrerá as consequências destas indecisões ou falta de maior vontade de trabalhar na matéria: as cinco minas atualmente em atividade em Portugal empregavam cerca de 2.040 trabalhadores em 2024, um número que tem vindo a cair desde 2022, situação que o responsável atribui à falta de novos investimentos (pode ler-se na notícia).
E isto num setor estratégico nacional, principamente considerando a participação ativa no “Ato das Matérias-Primas Críticas” proposto pela Comissão Europeia.
“Somos um setor que paga muito acima da média e, pagando acima da média, conseguimos fixar mão de obra”, bem como promove o desenvolvimento e coesão territorial com base na geração de mais empregos e agregação de outras indústrias e empresas indiretamente.
Contudo, as contínuas críticas e falta de literacia científica continuam a ser um dos desafios a combater: sem pesquisar seriamente o território nacional, pouco podemos saber dele, o que contém e o seu real valor.
“Não há, em Portugal, capacidade financeira para apoiar projetos desta natureza e desta dimensão se não houver vontade política”, acrescentou. “É preciso vontade política séria para ajudar a efetivar projetos desta natureza e desta dimensão”.
Crédito de imagem: Google Images