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Mina em Grândola apresenta potencial para a transição energética
Projeto da RedCorp, a mina da Lagoa Salgada poderá representar um marco de uma mineração mais responsável, apesar da contestação.
Em entrevista ao Jornal de Negócio, João Barros, CEO da RedCorp, explica o projeto e a tecnologia moderna que lhe está associada. Garantido padrões ambientais elevados, novas tecnologias de mineração, responsabilidade ambiental e social, a mina da Lagoa Salgada pode trazer mais valias a Portugal, num momento de procura de matérias-primas a nível europeu.
“… grandes operadores industriais europeus, nomeadamente fundições e refinarias de metais como zinco e cobre, enfrentam atualmente uma escassez de matérias-primas na Europa e veem projetos como a Lagoa Salgada como fundamentais para garantir a continuidade e estabilidade das suas cadeias de produção.”
Apresentando uma contínua análise e monitorização ao sistema hidrogeológico local, um dos problemas mais acutilantes mencionados pela população, João Barros indica a forma como os aquíferos estarão salvaguardados. Através de isolamento e impermeabilização que impeçam interações entre os processos de mineração e as águas subterrâneas.
Com uma vida útil calculada para 14 anos, a Lagoa Salgada poderá, contudo, extender-se no tempo. Tudo irá depender da necessidade, do mercado, para os metais que se pretendem extrair: cobre, zinco ou outros – essenciais à sociedade mundial.
Algo é certo para o gestor – os medos, compreensíveis pela população são, atualmente, infundados: o projeto ainda não começou (está em fase de avaliação, licenciamento e análise ambiental), e apresenta toda a garantia de responsabilidade com as melhores técnicas no futuro. Além disso encontra-se longe dos maiores destinos turísticos, como a Comporta, algo que “é fundamental para assegurar uma correta perceção da localização do projeto e evitar equívocos associados ao litoral ou a zonas turísticas.”
Crédito de imagem: Internet