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MINERAL marca presença no XX Encontro Nacional do Colégio de Engenharia Geológica e de Minas
A Mineral marca presença no XX Encontro Nacional do Colégio de Engenharia Geológica e de Minas, que ocorreu entre 24 a 26 de janeiro, em Viseu.
O evento que se quis aberto a todos, mas, claramente recaindo em maior destaque à Engenharia, colocou em foco a importância dos recursos geológicos, do seu entendimento e da sua comunicação, tanto dentro da indústria, como fora dela.

Maria João Pereira, Secretária de Estado da Energia, convidada de honra e, também, Engenheira de Minas, reforçou o “momento geopolítico único, de atenção e com entendimento dos recursos serem fundamentais para valorizar o papel do setor, permitindo atrair mais jovens para a indústria”. Sem esquecer “o legado histórico”, deve-se ser “exigente e exemplar, pautando pela minimização de conflitos, preparando o futuro das regiões além do fecho das minas, com aceitação social e responsabilidade empresarial” sendo o papel da comunicação único para o sucesso de projetos.

Pouco depois das notas iniciais, Luís Martins, da Associação Cluster Portugal Mineral Resources, representou e apresentou a Plataforma MINERAL, reforçando a sua existência enquanto um “braço” ao que é necessário comunicar e como se o deve fazer, e reiterando que as necessidades crescentes da população não terão resposta se não houver uma aposta fidedigna e ajustada à pesquisa e extração de recursos essenciais à vida humana.


António Costa Silva, gestor e ex-Ministro da Economia e do Mar, igualmente presente no painel de debate, que deu o pontapé de saída ao Encontro, declarou a necessidade de se repensar que “a sociedade de consumo, cujas necessidades energéticas dependem de outras regiões mais distantes, é a mesma sociedade que finge não compreender ou não querer ver o quão precisos e preciosos são os recursos naturais e geológicos”.

Não se pretendendo “minerar por minerar”, é, contudo, importante, todos os dias, transmitir a mensagem de que novas tecnologias, meios e métodos (“smart mining”) estão disponíveis, para uma civilização que se quer avançada, tecnologicamente evoluída, e que se torna insustentável sem a presença de recursos ou elementos químicos.
“Num mundo cada vez mais autocrático, nem os próprios meios e métodos de comunicação existem ou funcionam sem a ocorrência dos minerais, seja para cabos submarinos, fibras óticas, computadores, telemóveis.” explicou Costa Silva, à luz da sua palestra.
Ao longo das jornadas do XX Encontro do Colégio, houve ainda espaço para apresentações técnicas de projetos de Engenharia, falar ainda mais sobre a comunicação no setor, realçando a questão da percepção versus a realidade dos factos (algo que tem vindo a ser muito mencionado ultimanente), revendo, de forma direta, que não se está a apostar na boa comunicação – uma comunicação que deveria ser pensada e projetada para o futuro e, que não se foque apenas no passado histórico. Importante sim, mas com um legado ambiental muito vincado e, obviamente, ainda bastante negativo para grande parte da sociedade.
Já no sábado, dia 25, foram também realizadas duas visitas técnicas. Uma delas a Castro Daire, na qual os participantes ficaram a conhecer um paiol de explosivos civis, com aplicações mineiras, mas não só. Paralelamente, a segunda visita localizou-se na Urgeiriça (município de Nelas), onde a maioria dos participantes reviram as obras realizadas no âmbito da requalificação ambiental, feita pela EDM – Empresa de Desenvolvimento Mineiro, S.A. à antiga área mineira.

Um exemplo do que tem vindo a ser realizado no que toca à recuperação do passivo ambiental e preservação do património industrial. Mas também um exemplo que serve à capacidade de mudança necessária, potenciando um modelo comunicativo diferente e mais perto das comunidades.
Crédito de imagens: EDM/Plataforma MINERAL