PARTILHAR:
Monumento Natural das Pegadas de Dinossáurios de Ourém-Torres Novas
Foi a 9 de dezembro, numa parceria entre a ASSIMAGRA, o Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF) e a Associação de Desenvolvimento das Serras de Aire e Candeeiros, que foi assinado o protocolo de colaboração para a execução da 1.ª Fase do Projeto de Conservação, Valorização e Divulgação do Monumento Natural das Pegadas de Dinossáurios de Ourém-Torres Novas.

Com o objetivo de garantir uma sustentabilidade ambiental e patrimonial, este projeto pretende destacar a compatibilidade que deve existir entre o setor extrativo com a conservação dos valores naturais e patrimoniais de um parque natural – neste caso, o Parque Natural das Serras de Aire e Candeeiros.

Uma semana depois, a 16 de dezembro, ocorre um novo evento. Também ele no Centro de Interpretação do Monumento Natural das Pegadas de Dinossáurios de Ourém-Torres Novas, dedicado, desta vez, à integração das pegadas de dinossáurios das Serras de Aire e Candeeiros na lista dos Segundos 100 Sítios do Património Geológico da International Union of Geological Sciences (IUGS).

28 anos depois da classificação enquanto Monumento Natural, e 30 anos depois da descoberta das primeiras pegadas na região ribatejana, António Galopim de Carvalho, vê finalmente reconhecido o trabalho de parte da sua vida.
O Monumento Natural das Pegadas de Dinossáurios revela não apenas os trilhos de saurópodes, ou de grandes herbívoros. Trata-se sim, e também, de um museu, “a céu aberto”, de entrada a todos, que conta a história geológica e evolutiva de parte do território de Portugal. Uma história feita de mares rasos e temperaturas tropicais, de todo um “ambiente” bastante muito distinto do atual.

Ao dia de hoje, este geomonumento vê assim, e finalmente, a aposta clara das instituições, na sua preservação e valorização. Como componente científica, como componente turística (e sim, económica). Mas principalmente, pelo reconhecimento nacional e projeção internacional que traz, não diferente do que se passa “lá fora”.
Na ligação abaixo, António Galopim de Carvalho, exímio nas suas publicações e contributos geocientíficos nas redes sociais e (ainda) em órgãos de comunicação social, partilha a história de uma saga, que conta já com muitos anos de “luta”.
Crédito de imagens: ASSIMAGRA