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Portugal não vende urânio mesmo com parecer favorável da EDM - Empresa de Desenvolvimento Mineiro S.A.
As 200 toneladas de urânio, guardados na Urgeiriça, irão continuar onde estão, de acordo com o executivo de Luís Montenegro.
“Não está em curso qualquer processo de venda da reserva de urânio que constitui uma reserva estratégica nacional, permitindo salvaguardar opções futuras, designadamente em função da evolução das políticas energéticas, tecnológicas e do contexto internacional”. Foi assim a resposta ao Jornal Económico por parte do Ministério do Ambiente e Energia.
Contudo a questão coloca-se: porque não vender o ativo que tem tendência a valorizar, nomeadamente devido aos conflitos geopolíticos que tanto afetam a União Europeia?
A EDM, Empresa de Desenvolvimento Mineiro S.A., apresenta no seu plano de atividades para 2026: “Verifica-se desta forma a existência de condições favoráveis para a alienação do stock de concentrado de urânio, contudo para a sua concretização será necessária assegurar a implementação de um conjunto de ações com vista à caracterização do concentrado à luz nas especificações técnicas atuais, a análise de oportunidades de mercado, tendo em consideração as limitações e requisitos legais associados à transação, transporte e exportação deste tipo de materiais”.
Atualmente a empresa portuguesa é responsável pela manutenção, vigilância e cumprimento de obrigações legais para manter o concentrado de urânio. Como tal, o recurso está sujeito a condições específicas de “armazenamento, segurança física e proteção radiológica cumprem todos os requisitos legais e técnicos aplicáveis”, incluindo inspeções regulares por parte da EURATOM e AIEA.
Já António Minhoto, antigo trabalhador da Mina da Urgeiriça, e presidente da ATMU – Associação dos Ex-Trabalhadores das Minas de Urânio, tem por opinião que “Caso venha a ser vendido, esperamos que a receita seja aplicada na Urgeiriça e na região”.
Crédito de imagem: EDM | Domalomenos Arquitetos