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Resíduos urbanos e as novas fontes

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Resíduos urbanos e as novas fontes de matérias-primas críticas

Estudo europeu aponta o lixo urbano de origem eletrónica como uma fonte de matérias-primas críticas.

A aposta é clara: os resíduos urbanos são as novas “minas”. Isto se houver um investimento claro na recuperação e/ou reciclagem de materiais cuja origem resulta, igualmente, de matérias-primas.

No documento partilhado pela FutuRaM (Future Availability of Secondary Raw Materials), projeto financiado pela União Europeia, estas novas “minas” a céu aberto podem atingir 56% das necessidades, através da recuperação do material num máximo de 5.7 milhões de toneladas até 2050. 

Além de baterias em fim de vida – que têm de ter uma resposta no que toca à circularidade económica, também se incluem veículos abatidos, materiais provenientes da construção e demolição, escória e cinzas provenientes de processos industriais, resíduos de mineração, turbinas eólicas desmanteladas e outros materiais eletrónicos (telemóveis, rádios, televisores, ecrãs, computadores, etc.). 

O principal resultado esperado não é uma substituição à mineração tradicional, que será sempre precisa. Contudo podemos estar perante novas reservas estratégicas em recursos e georrecursos, permitindo uma redução de emissões associadas à extração, bem como uma diminuição da dependência em importações fora do espaço europeu. Por outro lado, permite uma maior resiliência nas cadeias de valor e abastecimento. 

 

Crédito de imagem: Internet