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Terras raras e importância da estratégia energética
Terras raras, matérias primas e a sua importância para o mundo moderno.
Elementos valiosos que se encontram de forma até bastante abundante na crosta terrestre, as chamadas terras raras, são essenciais para o alcance da sustentabilidade, associadas a diferentes setores conhecidos na sociedade moderna. Medicina, automação, robótica, inteligência artificial, segurança cibernética, telecomunicações, conectividade, indústria aeroespacial, processamento de metais, equipamentos militares, biotecnologia, nanotecnologia, e tantos outros, dependem da sua exploração.
Contudo, embora sabendo da sua importância (e reconhecendo que a União Europeia importa cerca de 100% destes materiais para seu consumo interno e produção), bastou que o presidente dos EUA exigisse à Ucrânia o acesso a estes elementos para que todos começassem, realmente, a falar sobre o tema.
Se, por um lado, sabemos que “sem gerar riqueza, não podemos partilhar riqueza”, o que leva uma vez mais à eterna questão: se queremos uma sociedade mais “verde” e sustentável, temos de usar estas matérias primas críticas, terras raras e outros materiais estratégicos, por outro lado existe toda uma pressão relacionada com os impactos ambientais que daí advêm, mas que podem e devem ser minorados e controlados.
Alexandre Lima, professor de Geologia Económica na Faculdade de Ciências da Universidade do Porto, levanta o véu sobre a forma como Portugal vê e gere os seus conhecimentos geológicos, perante as potenciais novas ameaças geopolíticas que colocam em causa uma independência europeia.
Crédito de imagens: Internet